Os sex shops estão ganhando espaço no Brasil e mudando a mentalidade das mulheres. O empresário Alexander Jarosh acaba de lançar uma marca e acredita que daqui pra frente as pessoas vão consumir cada vez mais prazer. Hoje as empresas do ramo, cada vez mais profissionais, conseguem mostrar para os futuros clientes que não há porque se envergonhar. Depois de ler essa entrevista, a ideia fica mais natural e também divertida, não perca!

 É verdade que o Brasil está entre os 10 maiores consumidores de produtos eróticos do mundo? Você acredita que a tendência é crescer cada vez mais? Por quê?

Sim, mas o crescimento deste mercado é muito recente no Brasil. Países da Europa como Portugal, França e Alemanha possuem um mercado mais maduro há pelo menos 20 anos, enquanto aqui ainda estamos na primeira década de crescimento do mercado erótico.

De onde veio a ideia de criar um sex shop?

Eu sempre admirei o conceito europeu do mercado erótico. Lá é possível ver aposentadas saindo felizes de uma loja, carregando as suas compras, sem se importar com a opinião alheia. O sex shop surgiu para levar até as pessoas mais prazer, e não coisas ruins. Isso já foi percebido lá fora, e os brasileiros estão começando a perceber também. Isso me motivou a abrir a Lust, uma loja que leva até as pessoas diversão e prazer.

 Para qual finalidade as pessoas compram os produtos? A maioria é do sexo feminino ou masculino? Há uma faixa etária específica?

A finalidade básica dos produtos que vendemos é ajudar as pessoas a se divertir com prazer, seja sozinho ou acompanhado. Temos por exemplo produtos didáticos, para aqueles que querem se aprimorar em diferentes técnicas, como o Kama Sutra por exemplo. Vendemos cosméticos especiais que auxiliam a excitação tanto feminina quanto masculina. Temos os géis anestésicos para as mulheres mais sensíveis a dor. Enfim, a intenção dos produtos é sempre auxiliar o aumento do prazer.

Hoje as vendas para o público feminino superam as vendas para o público masculino. Isso mostra que a mulher está mais preocupada com o lado sexual da vida amorosa, e quer conhecer novos meios de satisfazer o seu parceiro e a si mesma. Apesar das mulheres comprarem mais, os produtos são quase sempre comprados para o uso em conjunto com o parceiro. Nós prestamos bastante atenção a este detalhe, pois o público feminino costuma ser mais exigente no que diz respeito ao atendimento. Em relação à idade, a maior parte dos consumidores são jovens adultos, entre 25 e 35 anos.

Por que você acha que hoje o conceito, que antes era um tabu, é visto com naturalidade por tanta gente? Mas, por outro lado, ainda há preconceito?

Realmente, o tabu em torno dos produtos eróticos vem caindo cada vez mais. Para mim, é natural que isso ocorra. Os produtos eróticos surgiram para levar até as pessoas mais prazer e mais diversão. Como as pessoas conseguiram ver em torno disso, durante tanto tempo, uma coisa negativa, é algo que me surpreende. Com certeza ainda há preconceito, mas é perceptível a mudança.

Por que você acha que as mulheres querem entrar num sexshop?

As mulheres costumam entrar em um sex shop com a intenção de compartilhar o prazer. Mesmo quando compram um produto de uso estritamente masculino para o parceiro, elas o compram também para usar em conjunto com o companheiro. Para as mulheres é importante que o prazer seja sentido por ambos, não por apenas uma das partes. E muitos produtos ajudam justamente neste ponto, pois toda a preparação para o uso do produto requer a participação de ambos. Isso ajuda a criar mais intimidade e aumentar o prazer.

Quais são os produtos mais vendidos?

Os cosméticos são os produtos mais procurados. Nesta categoria se encaixam as bolinhas que estouram, géis e cremes para sexo oral, óleos para massagem e anestésicos. Vibradores também são muito vendidos. Hoje há uma grande variedade deles, e para quem gosta de novidades costuma ser um prato cheio.

Os produtos influenciam a relação? De que maneira?

Acho que o maior segredo pelo qual os produtos eróticos costumam influenciar positivamente uma relação, é que eles criam “intimidade sexual” entre o casal. Quando a pessoa adquire mais intimidade com o parceiro ou parceira, se sente mais à vontade para dizer abertamente aquilo que lhe dá mais prazer. E isso pode ajudar muito uma relação. Por exemplo, um gel com sabor pode encorajar a pessoa que não se sentia bem praticando o sexo oral, a tentar novamente com essa “novidade”, e quem sabe não descobrir uma nova forma de prazer.

 Se você quiser conhecer um pouco mais, acesse www.sexshoplust.com.br