Quem é que não dá aquela checada no perfil do namorado, marido (e às vezes até do ex ou do futuro) nas redes sociais? Até aí tudo bem, mas será que o costume pode se tornar exagerado e virar um vício?
O psicólogo especialista em relacionamentos Caio Cabral, explica que sim. Para ele hoje em dia isso é, até certo ponto, comum.
Ele explica: Acontece porque a compulsão pela rede social em si já é algo comum na sociedade atual. “A compulsão pelas redes se caracteriza pelo tempo exagerado pensando a respeito disso. Se isso atrapalha seu trabalho, toma tempo demais, domina seus pensamentos, aí temos o exagero”.
O vício pelas redes somado ao ciúme e o medo de ser traído faz com que se torne comum o vício de vasculhar a vida online do outro. Caio lembra que a compulsão não é algo difícil de acontecer com qualquer um de nós e já faz parte da vida das pessoas há muito tempo. “Sentimos medo, ansiedade e nos apegamos no que nos dá segurança”.
O psicólogo diz que as redes podem mesmo ser motivo de grande preocupação. Estudos mostram que a internet ajuda no aumento da infidelidade, já que as pessoas ficam mais livres e desatentas de que as relações virtuais fazem sim parte do cotidiano. “As pessoas têm mais oportunidades de retomar relacionamentos antigos, falar com outras pessoas e muitas vezes a infidelidade vem das oportunidades”. – isso justifica em parte o ciúme que sentimos das relações virtuais dos nossos parceiros.
“Ciúme é algo comum em um relacionamento, o problema é quando ele se torna excessivo, prevalente”. Se esse é o seu caso a dica do profissional é fazer uma reflexão sobre o seu relacionamento. Mesma dica que vale para quem passa o tempo inteiro checando o facebook e o twitter do amado.

“Se a pessoa percebe que está passando dos limites já é um bom indício. E o que seria passar dos limites? Ficar olhando no trabalho a ponto disso atrapalhar seus afazeres, por exemplo. Outro indicativo é omitir essa checagem do parceiro”. E conversar sobre o parceiro é a segunda dica, Caio indica falar sobre as suspeitas, recados, etc. “Diálogo honesto e autocrítica são os melhores caminhos. Em casos mais extremos vale buscar ajuda da psicoterapia”.

Fonte: Vila Mulher.