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Por que não consigo viver sem este relacionamento? Por que não consigo viver sem ele? Você já deve ter se feito essas perguntas não é?

Não é difícil encontrarmos pessoas que estão num relacionamento que não as satisfaz em vários níveis.

Sejam relações amorosas, de amizade ou familiares, um número razoável de pessoas se encontra num relacionamento ou num modelo de relacionamento, que já se esgotou.

Relacionamentos que lhes fazem mal, sufocam, inibem, não promovem troca ou crescimento. E apesar desta consciência não conseguem se ver sem ele.

Esta dependência é mais comum do que se imagina e acontece entre mães/pais e filhos, entre casais e até entre amigos.

A dependência emocional é a percepção que o indivíduo tem de não conseguir lidar consigo e com a vida de forma adequada sem a presença ou o auxílio de outra pessoa.

Como se sente à mercê dos cuidados de alguém, que geralmente é uma pessoa próxima, familiar, cônjuge, namorada, etc, se submete a decisões, atitudes ou até abusos e humilhações pelo medo de romper o vínculo com quem consegue fazê-lo “funcionar” adequadamente como indivíduo.

São pessoas que não tomam decisões facilmente, mesmo as decisões mais simples, sem se assegurarem de conselhos e aprovação.

Não agem com independência e podem não se tornar competentes ou ter sucesso em suas atividades, pelo medo que têm da pessoa da qual dependem perceber que podem atuar sozinhos no mundo, rompendo assim o vínculo que existe.

Quando o vínculo se rompe, o dependente busca desesperadamente qualquer outro relacionamento que lhe forneça o cuidado de que necessita, ficando em segundo plano o afeto e estabelecendo assim relacionamentos desequilibrados ou distorcidos.

Existem relatos que indicam que geralmente esse desequilíbrio surge após os 20 anos de idade e é considerado por algumas áreas do conhecimento como um transtorno de personalidade.

Se há um dependente há também um co-dependente, a pessoa responsável pela manutenção da “nutrição” do dependente emocional.

O co-dependente geralmente se caracteriza por ser uma pessoa permissiva por não estimular ou ajudar o dependente a andar pelas próprias pernas.

O co-dependente pode se caracterizar também por criar desculpas para justificar a prática deste comportamento que reconhece como “cuidar dos outros”.

Sente que isso o faz responsável pelo bem-estar de outra pessoa se tornando então supervalorizado por ser o “apoio necessário” nesta situação.

Tornam-se “vítimas” de um estilo de vida, chamando a atenção sobre si. Sejam quais forem as característica, essas pessoas se colocam mais a disposição do outro e seus problemas, negando suas próprias necessidades ou as colocando em segundo plano, porque pensam estar ajudando esse alguém. Raramente percebem que são co-dependentes.

Muitas vezes não percebem que conduzir a vida de um outro pode ser uma violência, uma invasão ao seu estado psíquico e acabar por não permitir seu crescimento.

Fonte: Relaciona.