O que fazer com o 13º salário?

O fim de ano chegou e o tão sonhado 13º salário também. Com tantas ofertas, preços abaixo do custo e pessoas para presentear, a graninha extra acaba sendo utilizada em pouco tempo e em formas menos favoráveis para o orçamento.

O que muitas pessoas esquecem de fazer é planejar antecipadamente o que fazer com o 13º salário, deixando de lado algumas questões que mais para frente podem complicar a vida financeira.

Portanto, para auxiliar você em como gastar da melhor forma o seu 13º salário convidamos o economista Reinaldo Domingos para dar algumas dicas.

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O que fazer com o 13º salário?

Endividados

 

O ideal é que esse benefício chegasse como um bônus para realização de satisfações pessoais, como um presente. Pagar dívida com o 13º salário é combater o efeito do problema financeiro.

Com essa atitude, só estará mascarando o real e verdadeiro problema – a ausência de educação financeira em toda família.

Outro ponto, antes de ir compulsivamente às compras de fim de ano, faça um diagnóstico da sua situação financeira. Relacione todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos com as dívidas.

Faça escolhas que estejam dentro do seu padrão de vida.

Se as condições não permitem, procure outras opções mais prazerosas e de menor valor. O ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano.

Pesquise os melhores preços de presentes e itens da ceia e das festas, e experimente estipular um valor máximo a gastar do 13º salário com cada item e peça desconto, sempre.

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O que fazer com o 13º salário?

 

Sem dívidas

 

Felizmente, nem todos estão endividados. Quem está numa situação mais confortável, de equilíbrio financeiro, mas ainda não tem o hábito de poupar pode aproveitar o décimo terceiro para iniciar uma reserva e manter essa prática de poupar.

Para quem já tem perfil investidor, o 13º salário é oportunidade para incrementar o investimento.

50% pode ser destinado para alguma aplicação que a pessoa já possua e outros 50% pode servir para planejar um salto em direção à sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada.

E lembre-se: fim de ano também é tempo de fazer planos para o futuro. Aproveite para reunir a família, inclusive as crianças, para conversar sobre o que querem realizar nos próximos anos.

Definam três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos a serem realizados – curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos).

Esse será um fator de motivação para ajustar e conduzir o orçamento familiar. Seja qual for o perfil do leitor, desejo que 2013 seja azul para todos.

Tenho algumas orientações que podem ajudar a usar o dinheiro de forma consciente:

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[dropcap]1. [/dropcap]13º salário é um benefício importante. Como o dinheiro não aceita desaforo, faça deste benefício o início de sua autonomia e sustentabilidade financeira. Isso preservará suas saúdes físicas, mental e espiritual;

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[dropcap]2.[/dropcap] O dinheiro do 13º salário também tem que ser utilizado para desejos e sonhos como uma viagem ou despesas extras de final e início do ano;

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[dropcap]3.[/dropcap] Caso esteja em uma situação confortável, estável financeiramente, o melhor mesmo é investir o dinheiro nas opções mais adequadas para o prazo que se deseja realizar os sonhos;

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[dropcap]4.[/dropcap] Se não possuir uma reserva, crie imediatamente para os gastos de fim e início de ano, pois, a falta de planejamento para estes são grandes causadores de dívidas;

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[dropcap]5. [/dropcap]Se está no vermelho, não utilize imediatamente o dinheiro do 13º salário para pagamento de dívidas. Isso mesmo. Dinheiro extra tem que ser usado para a realização de sonhos extras e não para compromissos assumidos no passado;

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[dropcap]6. [/dropcap]Mesmo que sua situação seja confortável, evite utilizar este dinheiro para empréstimos para parentes e amigos em dificuldades.

Caso, seja solicitado ajude esta pessoa a ajustar suas finanças ao seu real padrão de vida por meio da educação financeira;

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[dropcap]7.[/dropcap] O endividamento é um problema que tem de ser resolvido com o próprio salário. Para isso recomendo redução nos gastos. É muito provável que o padrão de vida não esteja sendo respeitado. Pagar dívida com o 13º salário é combater o efeito do problema financeiro. Com essa atitude, só estará mascarando o real e verdadeiro problema – a ausência de educação financeira em toda família;

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[dropcap]8. [/dropcap]Para sair do endividamento e assumir o controle de suas finanças definitivamente, o melhor a fazer é reunir a família e conversar.

Juntos, façam um diagnóstico da situação financeira. Anotem, por 30 dias, todos os gastos, por tipo: padaria, posto de gasolina, supermercado, escola, luz, água e tudo mais.

Juntos, descobrirão para onde vai cada centavo. Com esse retrato do orçamento poderão identificar onde é possível cortar excessos de despesas;

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[dropcap]9.[/dropcap] Com os familiares reunidos, conversem sobre sonhos e desejos, mesmo que a situação seja de endividamento.

Conversem sobre o que querem realizar nos próximos anos e definam três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos para serem realizados – curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos);

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[dropcap]10.[/dropcap] Para os sonhos não virarem pesadelo, é preciso saber quanto custa cada um deles e calcular o valor que deve ser guardado por mês para realizá-los no tempo desejado.

Nessa conversa, jovens e crianças devem ser envolvidos. Esse será um fator de motivação para ajustar e conduzir o orçamento familiar. É muito importante que todos estejam unidos nesse compromisso.

 

Fonte: Reinaldo Domingos – Educador Financeiro – CRC: 1SP113.639/O1.