A gente demora muito para aprender a falar a palavrinha mágica que pode mudar nossas vidas. Na adolescência é difícil, no início da vida adulta, percebemos que ela é um alicerce da nossa felicidade. Mas, é só com o passar do tempo que ele sai da boca com um pouco mais de naturalidade. E mesmo nos tempos modernos, dizer não ao parceiro, namorado ou marido é uma das tarefas mais difíceis que a mulher enfrenta.

Os motivos são muitos. Entre os fatores fundamentais, a psicoterapeuta Olga Tessari explica que está o fato de homens e mulheres ainda serem educados de uma maneira diferente, “Eles são tratados como reis, têm os seus pedidos atendidos facilmente, diferente da mulher que aprende desde pequena a agradar e ser simpática colocando suas vontades em último plano”.

Para a psicóloga, a mulher deixa de dizer não porque na sua cabeça vai perder o namorado ou marido se contrariá-lo. “O importante dentro de uma relação é o homem aceitá-la da maneira como ela é. Porque ele pode fazer as coisas do jeito dele e ela acaba abrindo mão de muita coisa até chegar uma hora que começa a cobrar a mesma posição dele. É aí que a mulher colabora para o fim da relação.” De tanta exigência, a vida a dois fica insuportável. Por isso que moderar as próprias vontades e a maneira como expressá-las pode tornar a vida mais fácil.

Esse comportamento tende a mudar cada vez mais porque o mercado de trabalho faz com que a mulher se imponha com mais frequência. Isso já é um exercício para a vida fora do campo profissional. “É quase como um meio de sobrevivência, se ela não nega as coisas, ela perde a chance de crescer dentro de uma empresa”, explica Olga.

Duas lições importantes para você aprender a falar não:

– Entender que a pessoa tem que gostar de você pelo que você é. Ninguém gosta de alguém que não tem opinião. É preciso se colocar, mostrando os desejos e os limites.

– Falar não é sinônimo de autoestima e amor próprio.

Em quais casos devo ceder?

Quando aquilo não interfere nos seus valores. Se seu parceiro te pede algo, é importante ceder desde que aquilo não transforme os valores que você tem. Não precisa sair falando não só para se sentir bem.

Por: Natália Marques.