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Aos finais de semana, elas apenas saem de casa se for com os filhos, só vão ao cinema assistir um filme especial se seus maridos ou namorados forem também, existem mulheres que até para ir ao salão de beleza precisam da companhia de suas amigas. Elas nunca estão sozinhas e não sabem viver consigo mesmas. Embora, tenham conquistado liberdade, respeito e dinheiro, muitas ainda sofrem de dependência afetiva. E fazem coisas que, às vezes, vão contra sua vontade só para agradar os outros.

A psicóloga e autora do livro “A Essência do Encontro” Lourdes Possatto explica que isso é reflexo da nossa cultura. Para ela, as mulheres ainda encontram dificuldades em ser independentes em suas relações. “Até os anos 1960 do século 20, a mulher foi forçada a ser dependente pela própria cultura machista e pela educação tradicional. Desde então, tem mudado seus valores e sentido necessidade de criar sua independência, pelo menos a financeira; a ponto de não ter que aguentar uma relação conjugal ruim só por causa do marido”.

Mas, o fato é que a independência emocional é mais difícil de ser alcançada porque a pessoa precisa se bancar em todos os sentidos, precisa se dar o auto apoio, “É exatamente aí que a maioria das mulheres empaca, porque quando se trata de um parceiro, por exemplo, ainda acha que não pode viver sem alguém ao seu lado que as “complete”. É ridículo pensar que somos uma metade. Cada um é inteiro, é uma natureza integrada, um ser individual, assim os encontros deveriam ser de duas pessoas inteiras e não de duas metades que se completem para só então serem felizes. Nada mais neurótico ”.

A dependência em excesso é prejudicial porque gera muito sofrimento por conta da ansiedade e angústia. Na infância, é natural dependermos de alguém que cuide de nós, só que quando crescemos não é mais natural depender de alguém para viver, não é mesmo? O verdadeiro ponto de equilíbrio é ser independente emocionalmente falando, ser absolutamente responsável por si mesmo, ter uma boa percepção de sua natureza única e com isso poder fazer escolhas nutritivas, utilizando os potenciais de forma autêntica e madura.

Exercite sua independência seguindo as dicas da doutora Lourdes:

Fazer para si mesma coisa que tanto espera que os outros lhe faça. Se ficar esperando por valorização, que tal valorizar-se? Se esperar por aceitação, que tal trabalhar a auto aceitação sem críticas? Fazer pelo outro e aí criar a expectativa de receber dele alguma coisa significa neurose. Assim, aja para si mesma. Utilize seus potenciais para si mesma, e não contra. Trabalhe a ideia de bancar-se, ser autêntica, se expressar verdadeiramente o que sua natureza original é. Todas estas atitudes irão propiciar a sensação maravilhosa de ser inteiro, integrado, único, verdadeiro, importante por ser o que é.

Para saber mais, acesse o site da doutora Lourdes: http://lourdespossattoblog.blogspot.com/